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Dúvidas Frequentes

General9
A dor nociceptiva é a dor resultante da ativação de nociceptores (fibra A-delta e C) por estímulos nóxicos, que podem ser mecânicos, térmicos ou químicos.
Os nociceptores podem ser sensibilizados por estímulos químicos endógenos (substâncias algogênicas), tais como a serotonina, substância P, bradicinina, prostaglandina e histamina.
O sistema nervoso está intacto e percebe, apropriadamente, estímulos nóxicos resultando em dor.
Exemplos de dores nociceptivas incluem: Síndrome Dolorosa Miofacial, Osteoartrite, Fascíte Plantar, Tendinopatia do Manguito Rotador, Epicondilite Medial e Lateral, dentre outras.
O termo dor neuropática é aplicado a qualquer síndrome dolorosa, aguda ou cónica, na qual o mecanismo que sustenta a dor é inferido como envolvendo um processo somatossensório aberrante no sistema nervoso central (SNC) ou periférico. A dor neuropática é comumente diferenciada de duas outras fisiopatologias inferidas, geralmente denominadas dor nociceptiva e dor psicogênica.
Os mecanismos mantenedores da dor nociceptiva são inferidos como a ativação persistente de nervos periféricos aferentes sensíveis à dor. Esta ativação pode ser causada por injúria a estruturas somáticas (conhecida como dor somática) ou viscerais (conhecida como dor visceral). Dor psicogênica é um termo genérico, utilizado para denominar aquelas dores que encontram seus mecanismos mantenedores em processos psicológicos.
Exemplos de dor neuropática incluem a ciatalgia, neuropatia herpética, neuropatia diabética, dentre outras.
A neuralgia é um termo descritivo, clinicamente significando dor na distribuição de um ou mais nervos. A condição descrita como ciática é considerada uma neuralgia do nervo ciático, ou da raiz nervosa de S1.
A neuralgia do trigêmeo, uma das neuralgias primárias mais comuns, é caracterizada por dor em choque em uma ou mais das distribuições do nervo. A dor neurálgica é bem característica: é como um choque elétrico, que nem quando batemos o cotovelo na mesa e temos dor.
Em geral, a osteoporose não é dolorosa na ausência de fraturas. Em ossos de sustentação, microfraturas podem acontecer com pequenos traumas. Infelizmente, este tipo de dor leva, muitas vezes, o paciente ao leito.
A ausência de esforços de suporte conduz à posterior desmineralização do osso e, em consequência, ocorrem fraturas ao sustentar pesos.
Em tais pacientes, exercícios progressivos são de capital importância. Suportar pesos conduz à maior densidade óssea e evita fraturas. É interessante que, quando há colapso completo do corpo vertebral, ocorre dor no início, mas ela tende a desaparecer uma vez concluída a fratura.
As facetas articulares constituem as superfícies pelas quais os corpos vertebrais articulam-se entre si. Quando estas articulações se tornam inflamadas ou artríticas, a amplitude de movimentação é limitada. Estas articulações sofrem um estresse máximo quando a coluna é hiperestendida. Assim, quando um paciente não relata dor à flexão anterior, mas se queixa de dor severa à extensão, uma síndrome facetária é considerada presente. O diagnóstico é confirmado pela Tomografia Computadorizada da área afetada, patenteando alterações artríticas acentuadas na faceta específica. Em alguns casos, a infiltração direta de uma solução de esteróide e lidocaína dentro da articulação facetária atingida determina um alívio dramático.
A espondilolistese refere-se ao deslizamento de um corpo vertebral sobre o adjacente. É mais comum no idoso (10-15%, mesmo de pacientes assintomáticos, acima de 70 anos).
Vários casos são provocados por destruição dos elementos posteriores devido à idade avançada ou a traumas.
Quando a dor é agravada, de modo importante, pelo movimento, a imagem deve ser tomada em posições de flexão e extensão, as quais denunciam se existe algum aumento da movimentação na articulação anormal.
Em muitas séries relatadas, 80-90% dos pacientes eram mulheres.
No geral, os estudos de literatura mostram que a fibromialgia afeta 9 mulheres para cada homem.
Depressão, ansiedade, insônia e a síndrome de fadiga crônica são, muitas vezes, concomitantes.
Alguns autores acreditam que podem representar, simplesmente, diferentes aspectos do mesmo espectro da doença, sendo a fibromialgia um distúrbio psicossomático.
A postura ereta força a coluna a uma posição na qual ela se acha, constantemente, exposta a pequenos traumas e a estresses sobre estruturas sensitivas, Estas estruturas constituem o suporte de ossos, articulações, meninges, nervos, músculos e aponeuroses.
O corpo vertebral, embora curto, é realmente um osso longo, com superfícies terminais de osso espesso e um centro de osso compressível. Ele é inervado pelas raízes dorsais. Seu periósteo é, acentuadamente, sensível à dor. (Isto explica por que golpes na tíbia são tão dolorosos: o periósteo está desprotegido), As articulaçõs (facetas articulares) são verdadeiras articulações diartrodiais e têm cápsula e menisco. Cápsula e ossos são ricamente inervados com nociceptores e sujeitos a estresse cada vez que a coluna sofre uma rotação ou uma inclinação.
O tipo de dor varia de acordo com a estrutura envolvida. A dor originada no corpo vertebral (por osteoporose, tumor ou infecção) tende a ser local e é muito incómoda. É uma dor somática, nociceptiva, piorada por levantar-se ou sentar-se e aliviada em decúbito supino. Embora seja, habitualmente, local, pode ser referida a outras áreas.
Caracteristicamente, o corpo vertebral de L1 refere a dor à crista ilíaca e ao quadril. Quando a articulação facetária está envolvida, a dor é mais acentuada quando há extensão do dorso. A limitação da margem de movimentos ativos é uma característica da dor facetária.
É o estreitamente do canal medular. Hipertrofia facetária, espessamento ligamentar e espondilolistese podem estreitar o diâmetro do canal lombar como decorrência do envelhecimento,
Em alguns casos, isto pode conduzir a uma síndrome denominada claudicação neurogênica, em que o paciente está livre de dor ao repousar, mas a desenvolve ao caminhar. A dor é atormentadora e bilateral. Os pacientes alegam, de modo característico, que sentem alívio ao parar por alguns minutos, inclinando-se para frente, ao nível da cintura.
De acordo com uma teoria, o comprometimento das artérias radiculares originaria a claudicação.
Muitos pacientes não requerem procedimentos de imagem. Pode não ser fácil convencer um paciente, que se contorce de dor, da desnecessidade de radiografias, Achados, em radiografias simples, de doenças degenerativas são tão comuns em pacientes assintomáticos como em pacientes com lombalgia aguda.
Além disso, as imagens por ressonância magnética são demasiado sensíveis e inespecíficas para serem usadas como procedimentos de investigação.
Mais da metade de adultos, sem história de lombalgia, pode exibir distensões discais assintomáticas em um ou mais níveis lombares, e mais de um quarto mostram protusão de disco.
Exames por imagem devem ser reservados apenas para pacientes em que o diagnóstico está pendente. De modo específico, se febre ou pontos sensíveis na coluna levantam a hipótese de infecção ou tumor, um procedimento por imagem é obrigatório.
A vasta maioria da população em geral queixa-se de lombalgia aguda em alguma fase de sua vida, Mais do que 90% dos casos se resolvem, sem terapêutica específica, em menos de 2 semanas. Como já foi mencionado, em muitos casos nenhum diagnóstico específico é feito.
O disco intervertebral é constituído por um anel fibroso firme, contornando um núcleo pulposo esponjoso. O anel fibroso é inervado por nociceptores, porém o núcleo pulposo não é. Quando forças verticais intensas são apficadas sobre a coluna, o núcleo pulposo distende o anel fibroso. Isto é doloroso, ocasionando, em geral, lombalgia.
Uma vez que o anel fibroso se rompa, pode haver extrusão do material discal e compressão de um nervo. Esta compressão nervosa é percebida como uma dor radicular (“ciática“). Interessante é que, ao se romper o anel fibroso, a intensa lombalgia se alivia e tende a ser substituída pela dor radicular. Um distendido, habitualmente, não é doloroso por si próprio. Algo que aumente a pressão sobre a coluna é que provoca a dor discal.
Assim, a dor é exacerbada por levantar-se e sentar-se ou por manobras de Valsalva.
Pacientes que convivem com dores intensas e constantes compreendem o quão difícil é buscar nos medicamentos um alívio efetivo e constante. A Medicina Intervencionista da Dor é uma área de conhecimento na Medicina que possibilita diagnosticar e tratar de forma integral todos os sintomas da dor, por meio de métodos minimamente invasivos e mais assertivos.
Nos últimos anos esta especialidade médica tem crescido em todo o mundo e utiliza de recursos de imagem e de pequenos procedimentos para auxiliar no controle da dor. Geralmente são realizados bloqueios com medicamentos ou procedimentos de radiofrequência para atuar diretamente no foco localizado da dor. Ela oferece possibilidades de alívio para diversos tipos de dor, como hérnias de disco, dores musculares, dores ósseas, artrose, e dores de cabeça recorrentes.
A Medicina intervencionista da dor também é uma importante terapia auxiliar no tratamento de doenças crônicas, neoplasias, e pós operatórios, garantindo conforto e mais autonomia aos pacientes em recuperação.
Dores Musculares e ósseas, Dores no pós-operatório, Dores no tratamento do Câncer e Dores de Cabeça.
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